João Bosco apresenta “Mano Que Zuera” em show no Recife

08 de Março de 2018 15h02

João Bosco traz ao Recife show de lançamento do seu novo álbum “Mano Que Zuera”, que chega nas plataformas físicas e digitais alguns anos após seu último disco de inéditas “Não Vou Pro Céu, Mas Já Não Vivo no Chão” (2009). Depois de Porto Alegre e Fortaleza, a apresentação chega ao Teatro RioMar para única sessão dia 14 de abril. No palco, João sobe acompanhado por Guto Wirtti (contrabaixo), Kiko Freitas (bateria) e Ricardo Silveira (guitarra). Ingressos já estão à venda a partir de R$ 50. Para João Bosco, na verdade, o ineditismo de uma canção está ligado às muitas possibilidades que ela tem de se reinventar. “Eu tenho um ponto de vista um pouco diferente das pessoas que acham que música inédita é aquela que ainda não foi gravada. Acho que canção inédita é a que um músico, um intérprete, um arranjador transforma em outra coisa. A música nunca se esgota da primeira vez. Há sempre a possibilidade de procurar novos limites e eu sempre fiz isso nos meus discos”, pontua Bosco. “Depois do projeto de 2012 (João Bosco – 40 Anos Depois), agora vem o disco inédito, mas não estou há oito anos sem compor. Sou um autor que vem trabalhando o ineditismo, mas que também busca outras possibilidades, outras cores que as canções podem dar. São músicas vigorosas de grandes autores brasileiros que considero fonte limpa onde você bebe, sacia a sua sede, e que nunca seca”, explica. A nova safra começou a ser conhecida com o lançamento do single “Onde Estiver”, parceria com o filho Francisco Bosco, inspirada no estilo Bob Dylan de contar histórias, do qual ambos são admiradores. Com Francisco, João assina as inéditas “Fim”, “Nenhum Futuro” e “Quantos Rios”. Outras três canções conhecidas ganharam novas versões, a exemplo de “Sinhá”, composta com Chico Buarque. Aqui ela aparece em novo arranjo, para o qual Bosco recrutou o violão 7 cordas de Marcello Gonçalves, o bandolim de Luis Barcelos e o violão de Ricardo Silveira. “João do Pulo”, parceria com Aldir Blanc, gravada originalmente há 30 anos no álbum “Cabeça de Nego”, e uma versão instrumental para “Clube da esquina Nº 2” (Milton Nascimento, Lô e Marcio Borges) surgem interligadas, em uma só faixa do álbum. Em gravação de voz e violão, João incluiu no novo álbum a obra-prima “Coisa Nº 2”, do arranjador, compositor e maestro Moacir Santos. A canção “Pé de Vento” inaugura colaboração com o compositor Roque Ferreira, que teve Maria Bethânia como madrinha. Foi a cantora quem aproximou João de Roque quando lhe pediu um arranjo para uma música do baiano. "Sem saber que foi Bethânia quem nos aproximou, Roque termina o samba citando Oyá. Como a gente sabe, ela é a menina dos olhos de Oyá”, ressalta. Arnaldo Antunes, com quem João já queria compor há tempos, é o parceiro em “Ultra Leve”, canção solar que propõe um sobrevoo para além dos cartões postais do Rio de Janeiro. A gravação conta com os vocais da filha Julia Bosco, em um dueto que ganhou videoclipe.